Poesia dos Dias Úteis
Poemas de Vasco Costa Marques e de outros
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Na confusão
Na confusão
deste mundo aflito
que bom Drummond
lembrar teu dito
Oh Mariquinhas
Dá cá o Pito
Quando a mão de obra
De Vasco Costa Marques
Quando a mão de obra
mete as mãos à obra
que falta?
que sobra?
uma volta à chave
o dedo inquieto
que o raio dispara
o nobre sem sorte
o verdete amargo
na senda (???) da cobra
achada no escombro
pender a cabeça
e não achar ombro
estender a mão
e não achar faca
senão a que corta
a meia torrada
e o café deserto
no peso da tarde
regalo da mosca
no sono do velho
que pediu conselho
por dez mil ou mais
pois tem o cartão
o sessenta e cinco
que comprou depois
de apertar o cinto
Passou à 3ª idade
Passou à 3ª idade
sem ter vivido a segunda
quanto à primeira afundou-se
onde a memória se afunda
assim hoje quando agarra
na guiterra e toca o fado
canta um fado sem futuro
sem presente e sem passado
As portas que Abril abriu
(Para ler clicar sobre a imagem)
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