A minha poesia:

De Vasco Costa Marques
A minha poesia:
estes calos grossos
de lágrimas de unhas cravadas
nas palmas das mãos
mãos de cavar caminhos
em cidades de pasmos de granito
este amar de pé prostitutas amargas
na angústia da sombra de qualquer desvio
esta raiva de lábios cerrados
com punhais de vingança
em sonhos de pesadelo
todos os farrapos de mim semeados sem resposta
todo o desejo de chegar
que me rói
até ao último pedaço de carne
todo este com unhas e dentes
em cortinas de lume de horizontes pintados
todo o sentir-me na raiz e nas sementes
todos os oprimidos esbulhados traídos
revoltados.

2 comentários:

Luiza M. Nogueira disse...

tamanho assunto que a escrita pode ter, o poema, o verso que dilema. O que escrever? :)

Beijos

Jasmim disse...

Este blog é uma imensa emoção. Muito obrigada!